Gostei da leitura, flui muito bem. Fiz algumas correções, até de erros de digitação, e assinalei-as com asteriscos. Enquanto lia, eu pensava, tenho uma história boa para contar ao Cachorrão. Mas à medida que o livro avançava, todas essas histórias apareciam. Vou pensar mais um pouco, procurar alguma anedota inédita, mas acho que você as conhece todas, melhor que eu.

Um grande abraço,
Chico Buarque

Na Imprensa

Livro conta

10/10/2009 - Folha de S. Paulo por Luiz Fernando Vianna - Sucursal Rio

"Histórias de Canções" abre a primeira leva de lançamentos da editora Leya

Obra de Wagner Homem inclui curiosidades históricas como a intenção do músico de usar codinome Pedrinho Manteiga

"Histórias de Canções - Chico Buarque " tem esse título e 356 páginas, o que sugere uma penca de explicações sobre as origens das músicas do compositor. Não é exatamente assim. O livro de Wagner Homem, parte do primeiro pacote de lançamentos no Brasil da editora portuguesa Leya, tem muitas informações biográficas, contextualizações históricas, as necessárias transcrições de letras, além de acontecimentos relativos às músicas, como os embates com a censura na década de 70.
Os "causos" das canções talvez não sejam maioria, mas são o que há de mais saboroso. Muita gente não deve saber, por exemplo, que "Olhos nos Olhos", um clássico da frustração amorosa, nasceu depois de uma visita de Chico ao dramaturgo Paulo Pontes (1940-1976), quando o amigo já estava bastante doente. Ou que "Bastidores" e "Dura na Queda" não foram feitas pensando-se, respectivamente, em Cauby Peixoto e Elza Soares. Ou que, depois do codinome Julinho da Adelaide, ele cogitou criar Pedrinho Manteiga.
Outras histórias são mais conhecidas para quem acompanha de perto o compositor, como a troca de gentilezas na parceria com Vinicius de Moraes -"Gente Humilde" só tem um verso de Chico; em "Desalento" ocorre o inverso.

Músicas recentes
Wagner Homem sintetiza informações que estão em outros livros, em entrevistas, DVDs e correspondências -com Vinicius e Tom Jobim, por exemplo. "Comecei na década de 60 a comprar tudo o que saía sobre Chico. De repente, eu me dei conta de que era um colecionador", afirma o autor, que organizou em 1989 as letras de "Chico Buarque: Letra e Música" (com textos de Humberto Werneck) e criou em 1998 o site do compositor, do qual cuida até hoje.
A proximidade nos últimos anos explica por que há mais informações sobre as músicas recentes, inclusive histórias como a de "Cecília" (1998): Chico se irrita ao se lembrar de uma namoradinha homônima que teve em Itápolis (359 km de SP) e que poderia se sentir equivocadamente homenageada. Pois, a partir da enxurrada de e-mails que o site recebeu, Homem confirma que foi exatamente o que aconteceu.


Leia no site da Folha de S. Paulo

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